20/03/2018

A VIDA DE JESUS - SUA PRISÃO, SEU JULGAMENTO E A SUA MORTE






SUA PRISÃO E JULGAMENTO



Os principais sacerdotes e anciãos, bem como todo o conselho, formavam a mais alta corte, conhecida como Sinédrio. Estudiosos já discutiram exaustivamente, as partes do julgamento que foram ilegais. Por exemplo, os procedimentos que tiveram lugar na casa do sumo sacerdote ao invés na corte; o fato de ninguém ter falado em sua defesa; e o julgamento ter acontecido à noite. Fossem ou não ilegais, certamente a convocação de testemunhas falsas travestiu-se de procedimento legal.

O Sinédrio declarou Jesus culpado de blasfêmia, uma ofensa capital para os judeus, porém não para os romanos. Os romanos cabia executá-la. O julgamento romano deteve-se na declaração de que Jesus era rei - algo que Roma levava a sério.


Na primeira etapa do julgamento romano, o magistrado ouvia as acusações e dava ao acusado uma oportunidade de defesa. Pilatos perguntou: "És tu o Rei dos judeus?" A resposta de Jesus foi a razão da inscrição que colocaram sobre a cruz. Obviamente Pilatos achava que Jesus era inocente e ofereceu uma saída a seus acusadores, enquanto se retirava do julgamento. Sua oferta de anistia de Páscoa foi rejeitada. Ele subestimou o ódio deles.


Durante estes julgamento, as pessoas reconheciam quem andava com Jesus e um deles foi Pedro que negou a Cristo três vezes antes que o Galo cantasse. Judas quando caiu em si e viu o que fez, ao invés de pedir perdão a Deus pelo que fez, ele se suicidou.


A missão dos sacerdotes era ensinar o povo a respeito de Deus, agir como intercessores e ajudar a ministrar os sacrifícios exigidos para cobrir os pecados. Judas retornou aos sacerdotes, exclamando que havia pecado, ao invés de ajudar Judas, os sacerdotes disseram que o problema era dele. Além de terem rejeitado o Messias, também desprezaram seu dever de sacerdote.


Esses sacerdotes não se sentiram culpados por terem pago Judas para ele trair um homem inocente, mas quando Judas quis devolver o dinheiro, não puderam aceitar, porque sabiam que era errado aceitar uma oferta fruto de um assassinato. Apesar dessa consciência, o ódio deles por Jesus fez com que perdesse todo senso de justiça. Leia o texto abaixo em Mateus 26.50-75 e Capítulo 27.1-26.


50 Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam.
51 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha.
52 Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.
53 Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?
54 Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?
55 Então disse Jesus à multidão: Saístes, como para um salteador, com espadas e varapaus para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes.
56 Mas tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas. Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram.
57 E os que prenderam a Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.
58 E Pedro o seguiu de longe, até ao pátio do sumo sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados, para ver o fim.
59 Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte;
60 E não o achavam; apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, nào o achavam. Mas, por fim chegaram duas testemunhas falsas,
61 E disseram: Este disse: Eu posso derrubar o templo de Deus, e reedificá-lo em três dias.
62 E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti?
63 Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.
64 Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu.
65 Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia.
66 Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte.
67 Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam,
68 Dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu?
69 Ora, Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu.
70 Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.
71 E, saindo para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno.
72 E ele negou outra vez com juramento: Não conheço tal homem.
73 E, daí a pouco, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente também tu és deles, pois a tua fala te denuncia.
74 Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou.
75 E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.


1 E, chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos do povo, formavam juntamente conselho contra Jesus, para o matarem;
2 E maniatando-o, o levaram e entregaram ao presidente Pôncio Pilatos.
3 Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos,
4 Dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo.
5 E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.
6 E os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito colocá-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue.
7 E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros.
8 Por isso foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue.
9 Então se realizou o que vaticinara o profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, que certos filhos de Israel avaliaram,
10 E deram-nas pelo campo do oleiro, segundo o que o Senhor me determinou.
11 E foi Jesus apresentado ao presidente, e o presidente o interrogou, dizendo: És tu o Rei dos Judeus? E disse-lhe Jesus: Tu o dizes.
12 E, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.
13 Disse-lhe então Pilatos: Não ouves quanto testificam contra ti?
14 E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o presidente estava muito maravilhado.
15 Ora, por ocasião da festa, costumava o presidente soltar um preso, escolhendo o povo aquele que quisesse.
16 E tinham então um preso bem conhecido, chamado Barrabás.
17 Portanto, estando eles reunidos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo?
18 Porque sabia que por inveja o haviam entregado.
19 E, estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele.
20 Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus.
21 E, respondendo o presidente, disse-lhes: Qual desses dois quereis vós que eu solte? E eles disseram: Barrabás.
22 Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado.
23 O presidente, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado.
24 Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso.
25 E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.
26 Então soltou-lhes Barrabás, e, tendo mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.



SUA MORTE


Os prisioneiros condenados a crucificação tinham que carregar a própria cruz até o lugar da execução. Em certo momento, Jesus, enfraquecido pelos açoites que recebera, ficou fisicamente incapacitado de levar a cruz, e um espectador chamado Simão foi obrigado a carregar a cruz para ajudar Jesus. Simão vinha de Cirene, uma cidade do norte da África; provavelmente era um dos milhares de judeus que visitava Jerusalém na ocasião da Páscoa.


A crucificação de Jesus por Pilatos foi bastante documentada, não apenas nos Evangelhos, mas também por escritores não cristão (Tácito, Josefo, Mara bar Serapion e Teles). A crucificação era uma forma cruel de morte, porque não atacava nenhum órgão vital que causasse sangramento, mas provocava morte lenta, muitas vezes por asfixia ou choque. Essa execução humilhante e cruel era reservada a estrangeiros; não a cidadãos romanos. Sempre se tratava de um acontecimento público, servindo para fazer mudar atitude dos que tinham ideias de se rebelar.


Os judeus detestavam essa execução desumana, não apenas por sua crueldade, mas porque o AT declarava claramente que qualquer que fosse pendurado numa cruz era "maldito de Deus". Jesus, é claro, foi amaldiçoado por Deus por causa de nossos pecados (Veja Deuteronômio 21.22-23).


Jesus permaneceu na cruz porque era Filho de Deus agindo em obediência a seu Pai. Se Jesus tivesse se salvado, não seria capaz de salvar a outros. A ressurreição demonstrou a poderosa obra de Deus em seu Filho.


Da hora sexta até a hora nona significa do meio do dia até às 15h00. A escuridão foi um sinal de julgamento e lembranças de que a humanidade não sabe completamente tudo o que se passou na cruz. Mateus apenas declara a razão de seu sofrimento e morte.


O véu do templo era um cortina pesada que ficava entre o Lugar Santo e o Santo dos santos. Sua presença era uma lembrança constante da separação entre a humanidade e Deus. O fato de ter se rasgado significa a remoção da barreira que existia entre Deus e qualquer pessoa que aceita o sacrifício de Jesus. Leia o texto abaixo de Mateus 27.32-56.


32 E, quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar a sua cruz.
33 E, chegando ao lugar chamado Gólgota, que se diz: Lugar da Caveira,
34 Deram-lhe a beber vinagre misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber.
35 E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sortes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançaram sortes.
36 E, assentados, o guardavam ali.
37 E por cima da sua cabeça puseram escrita a sua acusação: este e³ jesus, o rei dos judeus.
38 E foram crucificados com ele dois salteadores, um à direita, e outro à esquerda.
39 E os que passavam blasfemavam dele, meneando as cabeças,
40 E dizendo: Tu, que destróis o templo, e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz.
41 E da mesma maneira também os príncipes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam:
42 Salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele.
43 Confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus.
44 E o mesmo lhe lançaram também em rosto os salteadores que com ele estavam crucificados.
45 E desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona.
46 E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
47 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Este chama por Elias,
48 E logo um deles, correndo, tomou uma esponja, e embebeu-a em vinagre, e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber.
49 Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem livrá-lo.
50 E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito.
51 E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras;
52 E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados;
53 E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos.
54 E o centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto, e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era o Filho de Deus.
55 E estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galiléia, para o servir;
56 Entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.





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Por: No Teu Altar
Foto: Google
Versículos: bibliaon.com
Explicações: Bíblia de estudo Aplicação Pessoal - Editora CPAD e Bíblia de Estudo da Mulher - Editora Mundo Cristão.
Esta história se encontra no livro de Mateus e as passagens estão nos versículos citados no artigo.


 
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