27/02/2018

A VIDA DE JESUS - SUAS PARÁBOLAS




Jesus quando começou seu ministério, ele andava por toda a parte evangelizando, ensinado, curando e demonstrando na prática que todos seus ensinamentos eram possíveis sim serem praticadas independente se é pecador ou não. Seus ensinamentos vão muito além de palavras, elas tem um peso enorme e positivo para vida prática.

Aqui Jesus começa a falar com o povo com parábolas, mas o que é Parábolas? As Parábolas em grego "Parabole" literal de "colocada de lado", ou seja, são histórias curtas e simples na forma de algum "tipo", "figura" ou "ilustração" com dois níveis de significado. As parábolas apresentam uma comparação ou contraste, a fim  de estimular o pensamento, as decisões e as ações.


A parábola é uma forma literária mais difícil de ser criada, porém a mais poderosa. Seu poder vem tanto da simplicidade e da concisão de seu ensino como da ferramenta de memorização que oferece. Aproximadamente um terço do ensino de Jesus foi feito em forma de parábolas que revelam a natureza do Reino de Deus.


As parábolas de Jesus eram um método de ensino destinado a revelar verdades espirituais, de modo que aqueles que quisessem entenderiam e receberiam mais. Aqueles que escolhessem não agir a mensagem não entenderiam a mensagem completamente, e até a pouca compreensão que tivessem logo desapareceria.



A PARÁBOLA DO SEMEADOR


Essa parábola é para encorajar os "lavradores espirituais" - aqueles que ensinam, pregam e procuram conduzir outras pessoas ao Senhor. O lavrador planta boas sementes, mas nem todas brotam; até as plantas tem destino diferente. A fé não pode obedecer fórmulas matemáticas. O Espírito Santo faz o milagre ao usar suas palavras para fazer nascer a fé em Cristo no coração de outras pessoas. Leia abaixo o texto bíblico de Mateus 13:1-23.


1 Tendo Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar;

2 E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia.

3 E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.

4 E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na;

5 E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;

6 Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.

7 E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na.

8 E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta.

9 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

10 E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?

11 Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;

12 Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.

13 Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.

14 E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e, vendo, vereis, mas não percebereis.

15 Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.

16 Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.

17 Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.

18 Escutai vós, pois, a parábola do semeador.

19 Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho.

20 O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;

21 Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende;

22 E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;

23 Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.



A PARÁBOLA DO JOIO


As tenras hastes do trigo se parecem com as do joio (erva daninha), e não podem ser diferenciadas até que cresçam e estejam prontas para a colheita. O joio (os incrédulos) e o trigo (os crentes) devem crescer lado a lado no campo (o mundo). Deus permite que os incrédulos vivam perto dos crentes por algum tempo, da mesma maneira que o lavrador tolera as ervas daninhas em seu campo para que o trigo que as circunda não seja arrancado com elas. Entretanto, por ocasião da colheita (o juízo), o joio será arrancado e lançado fora. O juízo de todos os povos se aproxima. Devemos estar prontos para esta ocasião, assegurando-nos de que nossa fé seja sincera. Leia abaixo o texto de Mateus 13:24-30.


24 Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo;
25 Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.
26 E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio.
27 E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio?
28 E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo?
29 Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele.
30 Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.



A PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA E DO FERMENTO




A semente da mostarda era a menor semente usada pelo lavrador. Jesus empregou essa parábola para mostrar que o Reino tem um início modesto, mas crescerá e produzirá grandes resultados. Em outras passagens bíblicas da Bíblia, o fermento é usado como símbolo do mal, do pecado e da impureza. Mas aqui é um símbolo positivo do crescimento. Embora o fermento pareça ser um ingrediente sem importância, permeia todo o pão. Embora o Reino tenha um começo muito pequeno, quase imperceptível, logo crescerá e causará um grande impacto no mundo. Leia o texto bíblico abaixo em Mateus 13:31-35.


31 Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo;
32 O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.
33 Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.
34 Tudo isto disse Jesus, por parábolas à multidão, e nada lhes falava sem parábolas;
35 Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a minha boca; Publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.



A PARÁBOLA DO TESOURO ESCONDIDO E DA PÉROLA


O Reino de Deus é mais valioso do que qualquer outra coisa que possamos ter, e devemos estar dispostos a desistir de tudo para alcança-lo. O homem que descobriu o tesouro no campo havia tropeçado nele acidentalmente, mas conhecia muito bem o seu valor, e o mercador estava muito emprenhado em encontrar uma pérola de grande valor e, quando a encontrou, vendeu tudo o que tinha para compra-la. Leia o texto bíblico abaixo em Mateus 13:44-46.


44 Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.

45 Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas;

46 E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a.



A PARÁBOLA DA REDE


A parábola da rede tem um ensinamento semelhante ao da Parábola do Joio. Devemos obedecer a Deus e falar aos outros sobre sua graça e bondade, mas não podemos decretar quem merece ou não o Reino dos céus. Essa determinação será feita no Juízo final por aquele que é infinitamente mais qualificado do que nós. Leia abaixo o texto de Mateus 13:47-50.


47 Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes.
48 E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.
49 Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos,
50 E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.




A PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA



Assim como o pastor fica muito preocupado com uma ovelha perdida, e vai procura-la nas montanhas, Deus também está preocupado com cada humano que criou - "não querendo que alguma se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (2 Pe 3:9). Se você estiver em contato com crianças de sua vizinhança que precisem de Cristo, conduza-as a Ele com seu exemplo, suas palavras e seus atos de bondade.


10 Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus.
11 Porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido.
12 Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou?
13 E, se porventura achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que se não desgarraram.
14 Assim, também, não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca.




A PARÁBOLA DO CREDOR INCOMPASSIVO



Naquela época, havia sérias consequências para os que não podiam pagar suas dívidas. Um credor podia apoderar-se do devedor e de sua família, força-los a trabalhar para ele até que a divida fosse paga. O devedor também podia ser enviado como escravos, para ajudar pagar o débito. Esperava-se que, enquanto estivesse na prisão, as terras do devedor fossem vendidas ou que seus parentes pagassem a divida em seu lugar. Caso contrário o devedor permanecia na prisão a vida toda.


Pelo fato de Deus perdoar todos os pecados que cometemos, não devemos negar perdão a nossos semelhantes. A medida que entendemos o completo perdão de Cristo em nossa vida, devemos demonstrar uma atitude de perdão em relação aos outros. Se não fizermos assim, automaticamente estamos nos colocando acima da lei do amor de Cristo. Se há alguém em divida com você, perdoe. Leia o texto abaixo de Mateus 18:23-35.


23 Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos;

24 E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos;

25 E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse.

26 Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

27 Então o Senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.

28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves.

29 Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

30 Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.

31 Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.

32 Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.

33 Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?

34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que lhe devia.

35 Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.



A PARÁBOLA DOS TRABALHADORES NA VINHA




Jesus deu maiores esclarecimentos a respeito das regras da participação no Reino dos céus: a entrada só é permitida através da graça de Deus. Nessa parábola, Deus é o proprietário das terras e os operários são os crentes. Ela está dirigida especialmente aqueles que se sentem superiores por causa de sua herança ou posição, aqueles que se sentem superiores por terem passado muito tempo com Cristo e aos novos crentes como uma reafirmação da graça de Deus.


Essa parábola não fala de recompensa, mas de salvação. Ela transmite um ensinamento consistente sobre graça, a generosidade de Deus. Não devemos jamais invejar ou censurar aqueles que se voltam para Ele nos últimos momentos da vida porque, na verdade, ninguém merece a vida eterna.


No céu estarão pessoas que nunca imaginaríamos encontrar. O criminoso que se arrependeu no momento de morte (Lc 23:40-43) ao lado de pessoas que sempre creram e serviram a Deus por muitos anos. Não fique ressentido por cauda da bondade divina ao receber de braços abertos os desprezados, criminosos que se arrependem que buscam perdão e uma nova vida em Cristo, ao invés disto, procure considerar aos bondosos benefícios de Deus e seja agradecido por tudo o que tem. Leia o texto abaixo Mateus 20:1-16.


1 Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha.
2 E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha.
3 E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça, 4
 E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.
5 Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo.
6 E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou- lhes: Por que estais ociosos todo o dia?
7 Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Diz-lhes ele: Ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo.
8 E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o jornal, começando pelos derradeiros, até aos primeiros.
9 E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um.
10 Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada um.
11 E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família,
12 Dizendo: Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia.
13 Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro?
14 Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti.
15 Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?
16 Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.




A PARÁBOLA DOS DOIS FILHOS



O filho que prometia obedecer, mas não cumpria sua palavra era um retrato dos judeus da época. Diziam que queriam fazer a vontade de deus, mas constantemente desobedeciam. Eram impostores, só representavam. É muito perigoso fingir que obedecemos a Deus, quando nosso coração está longe dele, porque Deus conhece nossas verdadeiras intenções. Nossas ações devem estar de acordo com nossas palavras. Leia abaixo Mateus 21:28-32.


28 Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.

29 Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi.

30 E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi.

31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.

32 Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer.




A PARÁBOLA DOS LAVRADORES MAUS



Os principais elementos dessa parábola são: (1) O senhor da terra - Deus, (2) a vinha - Israel, (3) os lavradores que arrendaram a vinha - os líderes religiosos judeus, (4) os servos do senhor da terra - os profetas e sacerdotes que permaneceram em Deus e pregaram a Israel, (5) o filho - Jesus [veja os versos 21 e 38 deste mesmo capítulo], (6) os últimos lavradores - os gentios. Ao proferir essa parábola, Jesus expunha a conspiração assassina daqueles líderes religiosos [veja os versos 21 e 45 deste mesmo capítulo]


A vida exemplar de Jesus, suas palavras verdadeiras e seu sacrifício de amor tem o propósito de nos fazer ouvi-lo e segui-lo como Senhor, se ignorarmos a Jesus estaremos rejeitando o próprio Deus. Jesus se refere a si mesmo como "A pedra que os edificadores rejeitaram", embora fosse rejeitado por muitos de seu povo, Ele é a pedra fundamental da igreja. Leia o texto abaixo de Mateus 21:33-46.


33 Ouvi, ainda, outra parábola: Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe.

34 E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos.

35 E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, mataram outro, e apedrejaram outro.


36 Depois enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo.

37 E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho.

38 Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança.

39 E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram.

40 Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?

41 Dizem-lhe eles: Dará afrontosa morte aos maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos.

42 Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo;pelo Senhor foi feito isto, E é maravilhoso aos nossos olhos?

43 Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos.

44 E, quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.

45 E os príncipes dos sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas palavras, entenderam que falava deles;

46 E, pretendendo prendê-lo, recearam o povo, porquanto o tinham por profeta.



A PARÁBOLA DAS BODAS


Naquela cultura, dois convites deviam ser enviados quando um banquete era oferecido. O primeiro era para o comparecimento, o segundo avisava que tudo já estava pronto. Nessa história, o rei enviou dois convites a seus comensais, mas estes rejeitaram. Deus nos convida para participar de seu banquete na eternidade. Por esta razão, Ele está sempre reiterando o convite.


Era costume também que os convidados recebessem roupas para um casamento para assim serem usadas durante o banquete. Se alguém recusasse vesti-las, era uma atitude que representava um insulto grave ao anfitrião, essa atitude era uma evidencia de arrogância ou de recusa em tomar parte na festa de casamento.


As vestes nupciais representavam justiça necessária para entrar no Reino de Deus, a condição de ser totalmente aceito aos olhos de Deus. Cristo é quem concede as vestes de justiça a cada crente. Jesus providenciou essas vestes para todos, cabe a cada um decidir se quer vestir ou não, a fim de participar do banquete do Rei - a vida eterna. Leia o texto abaixo em Mateus 22:1-14.


1 Então Jesus, tomando a palavra, tornou a falar-lhes em parábolas, dizendo:

2 O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho;

3 E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir.

4 Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas.

5 Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;

6 E os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.

7 E o rei, tendo notícia disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade.

8 Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.

9 Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes.

10 E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados.

11 E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias.

12 E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu.

13 Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.

14 Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.



A PARÁBOLA DA FIGUEIRA



É bom não sabermos exatamente quando Cristo retornará, se soubéssemos a data exata poderíamos ser tentados a negligenciar a obra de Cristo; pior ainda planejar continuar pecando e correr para Deus no último momento. O céu é o nosso maior objetivo, porém temos muito trabalho a fazer aqui. Devemos continuar trabalhando até a morte ou até vermos o retorno do nosso Senhor.


A segunda vinda de Jesus será repentina e rápida. Não haverá tempo para arrependimento ou negociações de última hora. A escolha feita anteriormente determinará nosso eterno destino. Ao falar da sua volta, não era a sua intenção estimular previsões ou cálculos sobre a data, mas alertar-nos sobre estar preparados. Leia o texto abaixo de Mateus 24:32-44


32 Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.

33 Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.

34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.

35 O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.

36 Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.

37 E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.

38 Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,

39 E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.

40 Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro;

41 Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra.

42 Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.

43 Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.

44 Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.



A PARÁBOLA DO SERVO BOM E DO SERVO MAU




Jesus nos ordena a passar o tempo de sua espera cuidando de seu povo e fazendo a obra neste mundo, dentro e fora da igreja. Essa é a melhor maneira de nos prepararmos para a volta de Cristo. Saber que o retorno de Cristo será repentino e inesperado deve motivar-nos a estar preparados. Devemos viver com responsabilidade, sem usar sua demora como desculpa para deixar de fazer a obra de edificação de seu Reino, para procurar prazer ou desenvolver uma falsa segurança, baseada nas datas que alguém tenha previsto para a volta de Jesus.


"Pranto e ranger de dentes" é a expressão usada para descrever o desespero que sentirão os que não seguem a Cristo no dia de sua volta inesperada. O juízo vindouro de Deus é tão certo como a volta de Jesus à terra. Leia o texto abaixo de Mateus 24:45-51.


45 Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo?

46 Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim.

47 Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.

48 Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá;

49 E começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios,

50 Virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe,

51 E separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.




A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS



Na parábola das dez virgens, Jesus nos ensina que cada um de nós é responsável por sua condição espiritual. Esta parábola refere-se a um casamento. Naquela época, no dia do casamento, o noivo ia à casa da noiva para a cerimônia, então, os nubentes e um grande número de convidados dirigia-se a casa do noivo, onde se realizava a festa, que geralmente durava uma semana inteira.


As dez virgens eram damas de honra que esperavam para juntar-se aos convidados, a fim de participar da festa, mas na parábola devido a demora do noivo, cinco delas ficaram sem óleo para a suas lâmpadas. Quando conseguiram comprar o óleo necessário, já era tarde demais, não puderam unir-se aos outros na festa.


Isto significa que quando Jesus voltar para levar o seu povo para o céu, deveremos estar prontos. A preparação espiritual não pode ser comprada ou emprestada no último minuto. O nosso relacionamento com Deus é pessoal e individual, pertence somente a cada um de nós. Leia o texto abaixo de Mateus 25:1-13.


1 Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.

2 E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.

3 As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.

4 Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.

5 E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram.

6 Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.

7 Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.

8 E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.

9 Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.

10 E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

11 E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos.

12 E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.

13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.




A PARÁBOLA DOS TALENTOS



O Senhor daqueles servos dividiu o dinheiro entre eles de acordo com a capacidade de cada um. Nenhum deles recebeu recursos superiores ou inferiores a sua capacidade de administrar. Se alguém falhasse em sua missão, a desculpa não poderia estar relacionada a sobrecarga. O insucesso indicaria apenas preguiça ou falta de amor para com o seu senhor.


O ouro representa qualquer tipo de bem que recebemos. Deus nos dá tempo, dons e outros recursos de acordo com as nossas habilidades e espera que sejam investidos criteriosas e sabiamente até a volta de Cristo. A questão não é quanto temos, mas como usamos aquilo que temos. Leia o texto abaixo de Mateus 25:14-30.


14 Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens.

15 E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.

16 E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos.

17 Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois.

18 Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19 E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.

20 Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles.

21 E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

22 E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos.

23 Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

24 Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;

25 E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

26 Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?

27 Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.

28 Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.

29 Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado.

30 Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.



Jesus ensinou através de muitas outras parábolas que se encontra também no livro de Lucas, se deseja ler estas outras Parábolas, acesse nossa Bíblia Online. Esta série sobre A Vida de Jesus é para que todos tenham acesso em conhecer nosso Salvador através da internet. Divulgue esta série compartilhando em suas redes sociais clicando nos botões de compartilhamento abaixo.






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Por: No Teu Altar
Foto: Google
Versículos: bibliaon.com
Explicações: Bíblia de estudo Aplicação Pessoal - Editora CPAD
Esta história se encontra no livro de Mateus  e Lucas, e as passagens estão nos versículos citados no artigo.






 
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